estava em uma festa e me enrabichava de alguém que não estou lembrando, e alugém ficava com ciúmes e implicando. alguém me dizia que a praia estava mansa (era o rio ceará, no caso).
vinha uma onda enorme e arrastava as cadeiras de uma mesa, aonde estavam a lígia e outra pessoa, que eu creio que era a ana roberta, mas não sei porque estou pensando na patrícia pilar. depois dese incidente eu resolvia dar um banho no "mar", mas a correnteza tava super forte e eu, no segundo passo, já estava com a água no pescoço e a correnteza me arrastava para o outro lado do rio.
um rapazinho tentava me ajudar e acabava indo comigo pela correnteza. então chegávamos na outra margem, e ficávamos pensando em como faríamos pra voltar, até que eu resolvi andar margem acima para ver se não havia um ponto mais estreito.
andávamos até encontrar um ponto de bifurcação, dávamos um jeito de ficarmos do lado mais perto do que queríamos chegar. aí andávamos mais e tinha uma parede no meio do rio meio enlodada, mas dava para andar por ela com cuidado.
ao chegarmos em um ponto estreito, a água era amarela e borbulhante, e parecia ser absurdamente poluída. pensamos "ir pela correnteza numa água assim não parece bom". então dávamos um jeito de chegar à margem sem pisar na água e íamos catando os pontos aonde dava para pisar. entrávamos em algumas casas, uma delas, minha casa da infância (aonde ainda vivo), no quarto aonde hoje minha avó dorme, com janelas meio reforçadas. minha avó me dizia que era porque minha mãe tinha medo que eu fugisse de novo. mas eu fechava a porta, acendia a luz e dava meu jeito de abrir a janela.
a janela dava para um muro à minha direita (o rio estava à minha direita). eu pisava no pneu de um carro do tipo l200 - mas parecia mais modernoso e rico e subia o portão, que precisava ser escalado do outro lado, e, surpresa, estávamos em um lugar que estava nevando.
o rio permanecia, mas completamente congelado, e de repente estávamos em nova york dos anos 70. paradoxalmente, haveria um reveillon em um prédio e, formato de radiola, e parecia ser bem ao lado do empire state building. não sei se era 1973 que entrava ou 1973 que saía, mas acho que estava escrito reveillón 1973. tentávamos entrar, sem sucesso, porque não tínhamos um puto (e eu, não sei porque, andava, a essa altura, com meias). mas aí chegava um entregador, dávamos um jeito estranho de pagar nossa entrada com garrafinhas de indaiá de 500 ml e cervejas antarctica long neck. junto dessa entrega encontramos 2 tickets dessa festa, e aí eu entendia como é que tinha isso guardado nas minhas coisas, era simplesmente a repetição de um ciclo na minha vida, como se nada pudesse alterar o nosso passado.
íamos para aonde seria a nossa mesa, e estavam lá um homem que eu identifiquei como o josé mayer (mas lá eu dava outro nome pro cara, o nome de um personagem que ele fizera), um rapazote que fez o filho do josé mayer nessa ultima novela, o shiva, e a cristine fernandes, que parecia ser a namorada do josé mayer. a cumprimentava também. estávamos sentados em uma mesa de 4 cadeiras (como tinha uma 5ª pessoa lá, não faço idéia), a apenas uma mesa de distância de aonde os beatles (eu já tinha mencionado os beatles?) iriam sentar e tocar.
acordei aí.